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Datadata
Vol. 26, nº 3, 2020
Títulotexto

Relações econômicas internacionais na América Latina: um estudo sobre as percepções das elites parlamentares

DOI: https://dx.doi.org/10.1590/1807-01912020263633
Opinião pública
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Autor(es)

Manoel Leonardo Santos

Departamento de Ciência Política

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Universidade Federal de Minas Gerais

Fernanda Cimini

Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar)

Faculdade de Ciências Econômicas

Universidade Federal de Minas Gerais

Asbel Bohigues

Departamento de Ciência Política

Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

Este artigo analisa as percepções dos parlamentares de 17 países da América Latina sobre relações econômicas e internacionais. A questão central é identificar os determinantes da formação das estruturas de preferências dos parlamentares. O artigo procura identificar quais são os determinantes que influenciam as opções expressas pelo parlamentar, colocando em contraste suas opções por relações políticas e econômicas entre países da região versus suas opções por países de outras regiões e as grandes potências econômicas. A análise está dividida em duas partes. A primeira é comparativa, utilizando estatística descritiva e análise de redes. Com essa análise são comparadas as legislaturas/países no nível agregado. A segunda parte desce ao nível do comportamento individual do parlamentar, buscando estimar, com a aplicação de modelos de regressão linear (OLS), o peso de diferentes preditores para a conformação das suas estruturas de preferências. O artigo conclui que as preferências dos parlamentares são fortemente determinadas por variáveis de contexto (estruturais) e por um alto grau de pragmatismo econômico, mas as ideias políticas continuam tendo alguma relevância. Embora em menor monta, a ideologia e as preferências por economias reguladas pelo Estado também ajudam a entender por que alguns parlamentares defendem mais regionalismo político e econômico que outros.

Palavras-chave

elites parlamentares; poder legislativo; américa latina; relações econômicas internacionais

Abstract

This article analyzes the perceptions of parliamentarians from 17 countries in Latin America about economic and international relations. The central issue is to identify the determinants of parliamentarians’ preferences. The article seeks to identify which are the determinants that influence the options expressed by parliamentarians, putting in contrast their options for political and economic relations between countries in the region vs. their options for other countries and the main economic powers. The analysis is divided into two parts. The first one is comparative, with descriptive statistics and network analysis. After this analysis, legislatures/countries are compared at the aggregate level. The second part goes down to the level of individual parliamentary behavior, seeking to estimate, with the application of linear regression models (OLS), the weight of different predictors for the formation of their preference structures. The article concludes that parliamentarians' preferences are strongly determined by contextual (structural) variables and a high degree of economic pragmatism, but political ideas continue to have some relevance. Although to a lesser extent, the ideology and preferences for state-regulated economies also help to understand why some parliamentarians defend more political and economic regionalism than others.

Keywords

parliamentary elites; Legislature; latin america; international economic relations

Résumé

Cet article analyse les perceptions des parlementaires de 17 pays de l'Amérique latine sur les relations économiques et internationales. La question centrale est d'identifier les déterminants de la formation des structures de préférence parlementaire. L'article cherche à identifier quels sont les déterminants qui influencent les options exprimées par le parlementaire, mettant en contraste ses options pour les relations politiques et économiques entre les pays de la région vs. ses options pour d’autres pays et les grandes puissances économiques. L'analyse se divise en deux sections. La première est comparative et elle utilise des statistiques descriptives et une analyse de réseaux. Avec cette analyse, les législatures/pays sont comparés au niveau agrégé. La deuxième section descend au niveau du comportement parlementaire individuel, qui essaye d’estimer, avec l'application de modèles de régression linéaire (OLS), le poids de différents prédicteurs pour la conformation de leurs structures de préférence. L'article conclut que les préférences des parlementaires sont fortement déterminées par des variables contextuelles (structurelles) et par un haut degré de pragmatisme économique, mais les idées politiques continuent à être importantes. Même si dans une moindre mesure, l'idéologie et les préférences pour les économies réglementées par l'État aident également à comprendre pourquoi quelques parlementaires défendent plus le régionalisme politique et économique que d'autres.

Mots Clés

élites parlementaires; Pouvoir législatif; amérique latine; relations économiques internationales

Resumen

Este artículo analiza las percepciones de parlamentarios de 17 países de América Latina sobre las relaciones económicas e internacionales. El punto central es identificar los determinantes de la formación de estructuras de preferencias parlamentarias. El artículo busca identificar cuáles son los determinantes que inciden en las opciones expresadas por el parlamentario, poniendo en contraste sus opciones para las relaciones políticas y económicas entre países de la región vs. sus opciones para otros países y las grandes potencias económicas. El análisis se divide en dos partes. En la primera se realiza un estudio comparativo en el que se utilizan estadísticas descriptivas y análisis de redes. Con este análisis, las legislaturas/países se comparan a nivel agregado. La segunda parte baja al nivel del comportamiento parlamentario individual, buscando estimar, con la aplicación de modelos de regresión lineal (OLS), el peso de diferentes predictores para la conformación de sus estructuras de preferencia. El artículo concluye que las preferencias de los parlamentarios están fuertemente determinadas por variables contextuales (estructurales) y un alto grado de pragmatismo económico, pero las ideas políticas siguen teniendo cierta relevancia. Aunque en menor medida, la ideología y las preferencias por las economías reguladas por el Estado también ayudan a comprender por qué algunos parlamentarios defienden más el regionalismo político y económico que otros.

Palabras Claves

élites parlamentarias; poder legislativo; américa latina; relaciones económicas internacionales

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